Uma coisa que me chama bastante a atenção é o revezamento na escalação dos times durante a temporada.
A prioridade obviamente começa pelos torneios internacionais, seguido pelo campeonato nacional e por último as copas nacionais. Dificilmente se vê um time jogando com a mesma formação por três ou mais jogo seguidos.
Aqui no Brasil muita gente acha que os times daqui também deveriam utilizar essa estratégia, principalmente, porque nosso calendário é horrível, o que faz com que percamos muitos jogadores por lesão devido a grande quantidade de jogos.
Porém, percebo que muitos daqueles que defendem que se faça isso no Brasil criticam quando os técnicos o fazem. Isso inclui tanto gente da imprensa quanto os torcedores.
Agora, falando especificamente sobre o Botafogo, acho que o Osvaldo tem feito pouco isso. Principalmente nos setores em que o nosso elenco é mais carente.
O setor defensivo é o que sofreu o maior desgaste na temporada e acho que não há a necessidade disso ocorrer.
O campeonato carioca poderia ter sido muito mais útil do que foi para a observação e acompanhamento de vários jogadores do elenco.
Um dos mais criticados, mas que até hoje não teve oportunidade de jogar continuamente, é o Felipe Menezes. Acho injustas as críticas. Primeiro o jogador deve ter uma sequência de jogos pra ver realmente do que é capaz. Não adianta colocar o cara todos os jogos por quinze minutos e querer que ele arrebente.
Isso serve para todos os jogadores.
Muitos vão dizer que tem que manter o mesmo time para ganhar entrosamento. Mas em muitos jogos na temporada o time que vai à campo não é o chamado "time titular". E na hora que isso acontece, o reserva tem que estar com ritmo de jogo para manter o nível da equipe. E ritmo e jogo só se obtém jogando.
Não havia necessidade de desgastar os titulares fisicamente em um campeonato tão fraco tecnicamente quanto o carioca.
E agora na última rodada o Osvaldo vai colocar Brinner, Renan Lemos e Lucas Zen somente porque os titulares estão pendurados.
Ora, então se não estivessem pendurados, os titulares jogariam?
Tá errado.
Tem que dar ritmo de jogo aos reservas e poupar fisicamente os titulares.
Vai que acontece de uns dos zagueiros serem expulsos na semi-final e o Botafogo se classifica. O Brinner entra pra jogar uma decisão com que ritmo de jogo? Com que entrosamento?
Aí o jogador vai mal na partida, se queima e corremos o risco de perder um bom jogador pela falta de um planejamento adequado.
O futebol brasileiro tem que evoluir muito em relação a isso.
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